Monday, June 15, 2015

ATERRAMENTO ELÉTRICO

Rabichos e condutores de malha:
- Pé de torre,
- Descida de SPDA (sistema contra descargas atmosférica) > diretamente ao eletrodo de aterramento.

Aterramento de cercas metálicas,  norma ABNT NBR 15751 - Sistemas de aterramento de subestações - Requisitos
Especifica os requisitos para dimensionamento do sistema de aterramento de subestações de energia elétrica, acima de 1 kV, quando sujeitos a solicitações em freqüência industrial.
Origem: 03:102.01-007:2009
Palavras-chave: Requisito. Sistema de aterramento. Subestação de enrgia elétrica -
Páginas: 47











Fig.1









 

Tensão de toque e tensão de passo:
Em estruturas metálicas de subestações, torres e pararraios que estão ligados diretamente ao eletrodo de aterramento, deve-se "carregar" a malha de modo a evitar descargas pelo corpo.
Dados experimentais revelam que:
• o corpo humano tem uma resistência média de 1300
• uma corrente de 50mA pode ser fatal.
Se uma pessoa toca um equipamento aterrado ou o próprio condutor, pode ser que se estabeleça – dependendo das condições de isolamento – uma diferença de potencial entre a mão e os pés. Conseqüentemente, teremos a passagem de uma corrente pelo braço, tronco e pernas; dependendo da duração e intensidade da corrente, pode ocorrer fibrilação no coração, com graves riscos.
Se, mesmo não estando encostando em nada, a pessoa estiver colocada lateralmente, ou caminhando em direção ao gradiente de potencial, estará sujeita a um diferencial de tensão de uma corrente através das duas pernas, que geralmente é de menor valor e não é tão perigosa quanto a tensão de toque, porém ainda pode causar problemas, dependendo do local e da intensidade.





Thursday, March 26, 2015

Condicionamento de Sinais - Sensores

Conceitos básicos de sensores - National Instruments
Muitas aplicações necessitam de medições em ambientes ou estruturas, como temperatura e vibração, realizadas a partir de sensores. Esses sensores, por sua vez, necessitam de condicionamento de sinal para que o dispositivo de aquisição de dados efetue a medição de forma eficaz e exata. As principais tecnologias de condicionamento de sinal fornecem melhorias distintas tanto no que diz respeito ao desempenho quanto à exatidão de sistemas de aquisição de dados.


Amplificação
Os amplificadores aumentam o nível de tensão para ampliar à faixa que o conversor analógico para digital (ADC) atua, aumentando assim a resolução e sensibilidade da medição. Além disso, a utilização de condicionadores de sinal externos localizados perto da fonte do sinal, ou transdutor, melhora a relação sinal-ruído, pois amplia o nível de tensão antes de ser afetado pelo ruído ambiental.
Atenuação
A atenuação, o oposto de amplificação, é necessária quando as tensões a serem digitalizadas estão além da faixa do ADC. Essa forma de condicionamento diminui a amplitude do sinal de entrada, de forma que o sinal condicionado fique dentro da faixa do ADC. A atenuação é tipicamente necessária na medição de tensões superiores a 10 V.
Isolação
Os dispositivos com isolação passam o sinal da fonte para o dispositivo de medição sem uma conexão física, sendo usadas técnicas como, por exemplo: por meio de transformadores e acopladores capacitivos ou ópticos. Além de evitar loops de terra, a isolação bloqueia surtos de alta tensão e rejeita tensão de elevada em geral, protegendo assim os operadores e o caro equipamento de medição.
Filtragem
Os filtros rejeitam ruídos indesejados dentro de uma determinada faixa de frequência. Normalmente, filtros passa-baixa são usados para bloquear ruídos de alta frequência em medições elétricas, como uma tensão com frequência de 60 Hz. Outro uso comum dos filtros é para prevenir aliasing de sinais de alta frequência. Isso pode ser feito usando um filtro anti-aliasing para atenuar os sinais acima da frequência de Nyquist.
Excitação
A excitação é necessária para muitos tipos de transdutores. Por exemplo, strain gages, acelerômetros, termistores e medidores de temperatura por resistência (RTDs) necessitam da excitação de tensão ou corrente externa. Medições de RTD e termistor são normalmente feitas com uma fonte de corrente que converte a variação na resistência em uma tensão mensurável. Acelerômetros normalmente possuem um amplificador integrado, na qual requer uma corrente de excitação fornecida pelo dispositivo de medição. Strain gages, que são dispositivos de resistência muito baixa, são usados tipicamente em uma configuração de ponte de Wheatstone com uma fonte de tensão de excitação.
Linearização
A linearização é necessária quando os sensores produzem sinais de tensão que não estão linearmente relacionados com a medição física. A linearização é o processo de interpretar o sinal medido pelo sensor, podendo ser feita tanto por condicionamento de sinal quanto por software. O Termopar é um exemplo clássico de um sensor que requer linearização.
Compensação de junção fria
A compensação de junção fria (CJC) é uma tecnologia necessária para medições precisas com termopar. Os termopares medem a temperatura por meio da diferença de tensão entre dois metais com características diferentes. Baseado nesse conceito, outra tensão é gerada na conexão entre o termopar e o terminal do seu dispositivo de aquisição de dados. A CJC melhora a exatidão da sua medição fornecendo a temperatura nessa junção e aplicando a correção apropriada.
Configuração de ponte
A configuração da ponte é necessária para definir os demais elementos dos sensores de quarto e meia ponte, compreendendo então uma ponte de Wheatstone de quatro resistores. Condicionadores de sinal de strain gage normalmente fornecem redes de elementos para definição de meia-ponte, consistindo em resistores de referência de alta precisão. Esses resistores fornecem uma referência fixa para detecção de pequenas variações de tensão no(s) resistor(es) ativo(s).

A Tabela 1 fornece um resumo do condicionamento de sinal comum para diferentes tipos de sensores e medições.



























Tabela 1. Condicionamento de sinal é recomendado para medições de sensores.

Fonte: http://www.ni.com/white-paper/10630/pt/





Artigo publicado por Anthony Chu na Engineer’s Circle - Measuremente Specialties.

Célula de Carga: Células de carga são sistemas eletromecânicos projetados para a medição de esforços (pesos), dentro da faixa útil às quais foram projetadas. Uma célula de carga ideal deverá ter a maior sensibilidade possível aos esforços destinados e incessíveis aos esforços parasitas que agem na aplicação. Estes esforços parasitas são oriundos de folgas mecânicas e demais condições de contorno que modelam a montagem das células de carga nos sistemas.
Fabricante - Micro Análise - Modelo SWH (PDF)

Sensor de Deslocamento Linear: Temposonics MH Series Model MS magnetostrictive position sensors measure the absolute position of hydraulic cylinders. The model MS mobile hydraulic sensor can be fully sealed and embedded in a cylinder which provides excellent protection against the environment and EMI and ensures a long operating life. A proprietary M12x1 connector system ensures IP69K protection for the whole hydraulic cylinder. The MH Series Model MS position sensor is designed for cylinders with a 1.1 in to 1.5 inch diameter and larger.    Overview (PDF)
Fabricante - MTS SENSORS - Modelo Temposonics MS - Data Sheet (PDF)

SENSOR - TECHNOLOGY AND DESIGN
The principles of:
Acceleration, shock, and vibration sensors



Saturday, June 1, 2013

Smart Grid

O assunto do momento, como não poderia deixar de ser, é Smart Grid. Uma rede de distribuição de Energia Elétrica totalmente gerenciada e interligada desde a sua geração até o consumidor final, para que ela se torne mais eficiente e contribua para a racionalização e conservação da energia de um modo geral.
Grandes blocos de Energia Elétrica já migram constantemente seguindo o fluxo de carga produzido pelas demandas sazonais diárias - deslocamento do pico máximo de consumo devido aos fusos horários - entre grandes produtores e grandes consumidores interligados. Isso gera um mercado que já existe entre as grandes empresas, mas que deveria se estender até o pequeno consumidor que poderia também se tornar um pequeno produtor.

A diversificação em pequena escala da produção de Energia Elétrica usando fontes ‘renováveis’ locais como solar, eólica, gás (bio digestores), hídrica etc. integraria todos ao sistema através das Smart Grid.

Monday, May 14, 2012

Entrevista - Prof. Alvim

Energia Nuclear: Muitos cuidados, bons resultados

André Ribeiro

Polêmica desde sua descoberta, a radiação, particularmente na figura da usina nuclear, divide opiniões ao redor do mundo. Com sua grande capacidade de liberar energia, é defendida pela classe científica em sua maioria. Mas como tudo tem um preço, a radiação, altamente danosa ao nosso organismo, é duramente criticada e vista como um risco desnecessário.

Para falar mais sobre este polêmico assunto, seus prós e contras, o Olhar Vital, entrevistou Antônio Carlos Marques Alvim, especialista na área de análise de segurança nuclear e professor do departamento de Energia Nuclear do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).

Segundo o professor, a área de energia nuclear é pioneira quando o assunto é segurança. Os avanços tecnológicos produzidos pela indústria nuclear são utilizados amplamente. “Se você olhar toda essa parte de gestão de risco, inclusive instalações petroquímicas, químicas, qualquer instalação de processo, muitas destas ferramentas vieram da indústria nuclear”, salienta.

Os reatores das usinas nucleares já estão em uma quarta geração, ou seja, as usinas com reatores de quarta e até terceira gerações são as mais modernas e com ínfimas possibilidades de acidentes por falha. Alvim esclarece que “existe possibilidade de acidente, as usinas são projetadas para suportar certos acidentes”, m,as apesar de altamente seguras, elas estão a mercê de catástrofes que possam acontecer no local de sua implantação. “O Japão contava com uma proteção contra abalos sísmicos de nível 7 na escala Richter, o que aconteceu lá foi de intensidade 9”. Em outras palavras, catástrofes de intensidade maior do que a prevista podem acarretar danos e até a possibilidade do vazamento de material radioativo.

Vantagens

A energia nuclear é limpa, sua emissão de carbono é praticamente nula e ela não causa impactos ambientais durante o funcionamento. Outro fator importante é o pouco espaço ocupado e a falta de necessidade de fatores específicos para sua instalação, fazendo com que haja economia com cabos transmissão, e evita as perdas de energia sofridas pelos mesmos. Apesar de todas essas vantagens, o custo de implantação e manutenção de uma usina nuclear de geração 3 ou 4 ainda é muito alto. Esse alto investimento, porém, segundo Antônio Carlos, é um bom investimento, já que as novas gerações de reatores mais seguros e econômicos conferem bom custo para a tarifa de energia. Além disso, a matéria-prima da energia nuclear, o urânio, é facilmente encontrada na natureza, sendo o Brasil a sexta maior reserva de urânio do mundo e pode suprir as necessidades energéticas do país facilmente por cerca de um século, enquanto petróleo e gás natural tendem a durar somente mais 50 anos em média.

Cuidados

Mas, como tudo na vida, a energia nuclear tem sua fraqueza. As sobras da fissão de urânio, que gera o calor para produzir o vapor de água, gerando a energia, são altamente radioativas e têm que ser armazenadas, já que ainda não há maneira de devolvê-las à natureza sem causar danos ao ambiente e aos seres vivos ou ao menos descartá-las. “Esses rejeitos são o que eu chamo de ‘calcanhar de Aquiles’ da energia nuclear, da aplicação para geração, eles são ponto fraco”, admite o professor.

Segundo o professor Alvim, existem duas linhas principais de pesquisa para resolver o problema, a principal é a que visa à transmutação, que consiste em transformar os rejeitos da fissão do urânio em elementos de meia vida menor, ou seja, fazer com que ele demore menos tempo para perder naturalmente sua radioatividade. Essa promissora pesquisa já conseguiu grandes avanços, já que nos testes foi transmutar o urânio, cuja meia vida é bilhões de anos, para elementos com 300 anos de meia vida, uma diminuição aguda. “Existe um conceito quando se fala em rejeitos, que você não deve deixar uma carga para as gerações futuras, você não pode consumir a energia hoje e deixar um pesadelo de gerenciamento do rejeito que você gerou”, explica.

Muitas pessoas se perguntam por que o Brasil precisaria da energia nuclear, já que tem características naturais que permitem grande produção de energia hidrelétrica, cujo dano ao meio ambiente é pequeno. De acordo com Antônio Carlos, o Brasil necessita da energia nuclear para se desenvolver porque confere um grau maior de confiabilidade, já que não dependem do nível de água do rio para funcionar em toda sua capacidade.

Outro argumento utilizado pelos que são contra a energia nuclear é o possível uso de materiais radioativos para fins bélicos, especialmente para fins terroristas. Esse é um problema complicado, já que existe uma agência internacional que regulamenta o uso dessa energia, a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, em inglês). Porém, segundo o professor Alvim, a IAEA somente pode estabelecer regras para o uso da energia nuclear, mas não interferir nas ações tomadas por países que queiram desenvolver um programa nuclear, seja para fins bélicos ou energéticos. “A soberania do país é mais importante”, lembra.

Para concluir, o professor afirma que “as usinas nucleares vêm evoluindo e que um cenário como o de Chernobyl vem se tornando cada vez mais improvável. Mesmo assim, é um meio de geração de energia muito delicado, que lida com materiais altamente danosos e necessita de muitos cuidados, logo necessita muito dinheiro. Também há o problema dos rejeitos, que está sendo incansavelmente combatido mundialmente por cientistas da área, inclusive com a ajuda de pesquisadores da Coppe/UFRJ, e tem a tendência de melhorar cada vez mais”.

Friday, March 4, 2011

Programa do Curso de Biomatematica

Curso de Modelagem Biomatemática

Aulas na ABC 116, CT

Terca e quinta 13h-15h00


Aulas de Matemática : Stefanella Boatto (Depo de Matematica Aplicada, IM)


Parte biológica e biomédica:

Gloria Braz (Instituto de Química, UFRJ) :

Minicurso sobre Proteinas e análise de sequência de DNA

Valéria de Mello Coelho (Laboratório de Imunofisiologia, Instituto de Ciências

Biomédicas, UFRJ):

Minicurso sobre biologia celular:

Primeira aula: Introdução ao conceito de célula e sua fisiologia.

Segunda aula: Ciclo celular (interfase, mitose, citocinese, diferenciação

e controles do ciclo celular

Terceira aula: Conceito, propriedades e aplicação de células-tronco.


Aulas de Epidemiologia: Tamara de Lima Camara (FIOCRUZ)

Ana Maria Bispo (FIOCRUZ)

Claudia Codeço (FIOCRUZ)


Parte da bibliogafia:

Mark Kot, Mathematical Ecology, Cambridge University Press (2001)

Howard Weiss, A Mathematical Introduction to Population Dynamics.

James Murray, Mathematical Biology I: An introduction, Springer (2001)

James keener and James L. Sneyd, Mathematical Physiology, Springer (2008)

Thomas Erneux, Applied Dilay Differential Equations, Springer (2009)

B. Alberts, A. Johnson, J. Lewis, M. Raff, K. Roberts, P. Walter, Molecular Biology of the Cell, http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK21054/


Terca feira 15/3: Introdução: modelos matemáticos em biologia.

Noção de modelagem biomatemática.

Modelos discreto versus contínuos, determinísticos versus estocásticos.

Por que os biólogos necessitam de modelos matemáticos?

Limitações dos modelos matemáticos.

Porque os matemáticos necessitam de modelos biologicos?

Comparando modelos com dados:

a) validação de um modelo

b) Parametrização de um modelo


Quinta feira 17/3:

Aula da Tamara de Lima Camara

- Aspectos epidemiológicos e entomológicos do Aedes Aegypti.



Terca feira 22/3:

I Modelos de uma única espécie:

a) Modelos deterministicos continuos - revisão EDO através a analise

de modelos de uma unica especie. (cap. 2 do Weiss),Equação logística, tratamento

qualitativo.

b) modelos deterministicos discretos: Equação logística discreta, Beverton-Holt model.



Quinta feira 24/3:

I Modelos de uma única espécie:

c) modelos estocasticos

d) modelos populacionais de Leslie.



Terca feira 29/3:

II Modelos de comunidades

a) Competição:

Modelo de competição de Lotka Volterra,

Modelos discretos.

b) Predação

Modelo de presa-predador de Lotka-Volterra

Modelos presa-predador com crescimento logístico e a respostas de tipo Holling.


Quinta feira 31/3 :

II Modelos de comunidades

c) Mutualismo

Breve minicurso sobre teoría das bifurcações.

(Bibliografia: livro do Pierre Tu)


Terca feira 5/4 e quinta feira 7/4 :

Minicurso da Gloria Braz (Instituto de Quimica, UFRJ)

Sobre uma introdução as proteínas e sequências de DNA.


Terca feira 12/4 :

Equações com atraso: Uma introdução

(Bibliografia: livro do Thomas Erneux - Applied Delay Differential Equations)


Quinta feira 14/4:

Equacão de difusão.

Equações Reacão- difusão: Equaçāo logística com difusāo espacial

Equações de reação difusão. Ondas viajantes.

(Bibliografia: J. Murray- Mathematical Biology I : An Introduction)


Terca feira 19/4:

A equação de Fisher-Kolmogorov

Exemplo: competição de duas espécies de plantas na floresta amazonica.

(Bibliografia: artigo de W. Artiles, P.G.S. Carvalho e R, Kraenkel, Patch-size and isolation

effects in the Fisher-Kolmogorov equation, J. Math. Biol. (2008) vol 57, pp 521-535)

Soluções autosimilares. Exemplo do estudo da gota de água.


Quinta feira 21/4: feriado


Terça feira 26/4:

Minicurso sobre biologia celular: Introdução ao

conceito de célula e sua fisiologia. (Valeria de Mello Coelho)


Quinta feira 28/4:

Modelagem matemática do Ciclo celular

(bibliografia: Snyder, artigos de Bela-Novak)


Terça feira 3/5:

Minicurso sobre biologia celular: Ciclo celular (interfase, mitose, citocinese, diferenciação e controles do ciclo celular (Valeria de Mello Coelho)


Quarta feira 4/4: revisão


Quinta feira 5/5: Prova 1


Terça feira 10/5:

Minicurso sobre biologia celular: Conceito, propriedades e aplicação de células-tronco

(Valeria de Mello Coelho)

Tuesday, October 19, 2010

O Poder da Escrita

Agora que eu estou fazendo um curso de "qualidade" em que um dos temas é Produção Textual, resolvi refletir um pouco sobre o poder da escrita. Aqui, tentarei aplicar todos os conhecimentos adquiridos quanto as regras gramaticais e elaborar, com estilo, um texto como exercício. Imediatamente, já percebi que não vai ser tão fácil assim. Preciso saber de antemão para quem estou escrevendo. (Vou ler um pouco mais).

Cola:
Preocupações básicas do redator:
Identificar o(s) receptor(es) do texto.
Pensar claramente.
Raciocinar linearmente, sem labirintos.
Transmitir informações, de modo lógico.
Manifestar as relações entre os fatos, com evidência.
Refletir sobre o que vai escrever.
Como vai transmitir?
Qual o nível de linguagem a ser utilizado?
Qual a função da linguagem mais adequada?

Outra cola:
O português é de origem latina e, por isso, pertence ao grupo das línguas neolatinas ou românicas, do qual fazem parte também o espanhol, o catalão, o francês, o provençal, o italiano, o romeno, o rético, o sardo e o dalmático.
Leia o texto Papos, de Luís Fernando Veríssimo, refletindo sobre as normas gramaticais.

PAPOS

- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais...Ou é “digo-te”?
- O quê? - Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não? O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Partir-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderam-me?
- No caso...não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo esse papo, esqueci-lo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001).

A linguagem oral é adquirida naturalmente, na comunidade de entorno, sem maiores sistematizações. Ela é, portanto, apreendida.
Já a linguagem escrita demanda um aprendizado sistemático, um conhecimento das regras e padrões da norma culta, uma rigidez formal e um sentido claro dentro dos princípios da coerência e da coesão.

Poema de Carlos Drummond de Andrade: (O texto é a exteriorização do sentimento que inunda a alma. Os sentimentos e as ideias precedem a produção do texto oral ou escrito).
Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo.
Ele está cá dentro e não quer sair.
Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de.Reunião – 10 livros de poesia. 10. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1980. p. 16.

Pensemos um pouquinho! Será que é a Língua Portuguesa que é difícil, inatingível? É a gramática que nos aprisiona com suas regras - redes tão emaranhadas, distanciando-nos da linguagem coloquial? É o domínio do universo das letras, conferido a poucos, que nos causa inibição?
Será que é a televisão, ou a maldita mania de ficar preso à ela, que dificulta a nossa expressão escrita? Por que não ler um bom livro? Por que não usar nossa fantástica imaginação na criação dos personagens e na recriação da história, do ambiente e do tempo que os romances nos proporcionam? Como refletir, interpretar informações, ler o mundo, se o uso da linguagem é tão sofrido e se não comandamos mais a nossa vontade?
Para realizarmos bem a nossa língua, para sermos bem entendidos, para entendermos os outros, é necessário que emissor e receptor realizem o mesmo código; que ambos estejam motivados para a comunicação; que o universo vocabular seja comum entre eles; que a mensagem seja do interesse dos dois; que haja um conhecimento mínimo da estrutura do nosso idioma e dos fatos linguísticos.
Já afirmamos anteriormente que é pela posse e uso da linguagem que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido. Assim, as crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, desenvolvem, consideravelmente, o raciocínio. Esse fato não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas, também, da circunstância de que o indivíduo dispõe, agora, da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental.
Texto A Cidadania e a Língua Brasileira, de Thereza Cristina Guerra, que nos revela a responsabilidade do cidadão com o idioma:


A CIDADANIA E A LÍNGUA BRASILEIRA
Qual a relação entre falar, escrever e a cidadania? Qual é a imagem que desejamos projetar ao escrevermos ou falarmos corretamente? Não é melhor sabermos o inglês ou o espanhol? Ser poliglota da própria língua parece que não interessa.
Devemos cultivar nossa língua como cultivamos nossos costumes, nossos gostos e nossa cultura. Escolher palavras simples para construir textos claros e coerentes é o caminho para a cidadania. Por que escrever difícil, com vocabulário técnico, exigindo esforços demasiados para se entender uma
pequena frase?
A língua deve ser brasileira, no sentido de refletir e buscar soluções para os problemas mais urgentes do País. Língua brasileira porque se funde às raízes da nossa própria realidade.
Estamos falando um dialeto cheio de expressões em inglês que só demonstra um futuro incerto pela frente. Ser cidadão em termos de linguagem é respeitá-la não só em sua gramática, mas também em seu modo brasilis. É cultivá-la, como patrimônio histórico e cultural. Utópico, talvez. Não importa. O que importa é ressaltar que ela está esquecida, maltratada, desprezada por políticos, profissionais de comunicação e pessoas públicas, de reconhecida influência nas atitudes da população, como artistas e jogadores de futebol.
Repetimos o que aprendemos, no dia a dia, sem, ao menos, analisarmos a razão desta ou daquela expressão. Pensamos em nosso vocabulário. O que pretendemos com ele? Quem vamos atingir? Passamos arrogância, saber, conhecimento, alegria e amor por meio da fala. Passamos poder, preconceito, manipulação com a palavra. Resgatar o que é a essência brasileira deve ser a meta de todo cidadão deste País.
Escrever bem é praticar a cidadania. E não é escrever difícil, cheio de frases de filósofos ou poetas. Não é complicar, usando termos da economia, informática ou administração. Ser simples é respeitar o receptor, é ir direto ao ponto, mostrar a verdade, com transparência e sem camuflagem. É ser coerente, preciso e claro. É dar ao povo as palavras que ele precisa saber para se defender, reivindicar e crescer nos aspectos éticos e morais.
O que é o cidadão-do-idioma? É aquele que preserva a língua de tal forma que possa construir um país forte, sadio e próspero.
Uma república das letras, cheia de seres conscientes, educados para o domínio da língua brasileira, precisa ser a meta almejada por todos que desejam cultivar, de fato, a cidadania.
(Thereza Cristina Guerra. A TARDE. 30/04/2002.)

Sunday, April 4, 2010

TIRISTOR (SCR)

TIRISTOR (SCR)

referente a:

"TIRISTOR (SCR)"
- Tiristores (ver no Google Sidewiki)